segunda-feira, 6 de abril de 2009

Brincando de boneca...

Uma criança pode fazer uma casinha de panos, dali a pouco tira o pano da parede e embrulha nele o seu nenê para passear. Logo ela junta as cadeiras para formar um ônibus, mas, de repente, vê algumas pedrinhas no chão, que são os peixinhos que ela vai pescar. O barco é uma casca de coco. Quando a casca está cheia, despeja tudo no chão porque quer usar o coco como panelinha, enchendo-o novamente com serragem e pondo-o no fogão, que ela monta com pedacinhos de pau. Assim vai, sem nenhuma constância, pulando de um brinquedo para outro. Por isso, muitas vezes, os adultos não consideram que brincar seja uma atividade séria, ou então se assustam, achando que a criança começa tudo sem terminar nada. Mas, observando e estudando mais profundamente o que acontece com a criança antes dos sete anos, compreendemos que brincar é uma necessidade orgânica, e que a forma como a criança se expressa, e os brinquedos que damos para ela, têm uma profunda influência sobre o trabalho plasmador que ocorre no interior de seu organismo porque, ao mesmo tempo em que a criança está totalmente voltada para o seu interior, ela é aberta e muito sensível a tudo o que está ao seu redor. Forma, cor e decoração da sala, o tipo de brinquedos e tudo o que a criança vivencia em seu meio ambiente fazem-lhe impressões no sentido mais literal da palavra. A boneca é a imagem do ser humano. A criança a imita e se identifica com ela. Sempre temos de ter isso em mente quando fazemos ou compramos uma boneca para ela.


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